Cada dia mais indispensáveis em diversas atividades agrícolas, os drones já fazem parte também do cotidiano das florestas plantadas. Seja para pulverização, polinização, lançamento de iscas formicidas ou captação de imagens, os drones se tornaram ferramentas indispensáveis quando o assunto é produtividade florestal. E a Expoforest 2023, terá novidades para este segmento.

Algumas empresas florestais estão investindo pesado na ferramenta. Uma delas é a Timber, com o XAG P100, o maior drone agrícola do Brasil. A empresa, representante Classe Ouro da marca XAG no Brasil, tem disponível o drone com a maior capacidade do mercado nacional. O P100 é capaz de transportar 40 L de calda para pulverização e possui implemento com 60 L de volume para dispersão de sólidos. O equipamento, que recebeu diversas atualizações além do aumento na capacidade, amplia a produtividade da pulverização agrícola, reduz o tempo médio do processo e fornece mais precisão às faixas.

Ainda tímido no Brasil, o mercado de madeira engenheirada vai aos poucos ganhando espaço nas edificações como opção ao concreto e aço em lajes, vigas, pilares, coberturas, paredes e treliças. A novidade oferece ganhos ambientais significativos, apresentando-se como uma das grandes soluções para reduzir a emissão de carbono.

De acordo com conteúdo divulgado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) o mercado está em pleno crescimento em nível mundial, acompanhando o aumento da adesão à agenda ESG (Environmental, Social, and corporate Governance). Relatório da consultoria Market Research Future (MRFR) prevê uma movimentação de até US$ 3,6 bilhões até 2027. A Europa é o principal fabricante e o maior consumidor.

No Brasil, um projeto pioneiro do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP, em São Carlos, também tem a madeira como principal matéria-prima. O novo bloco didático do Instituto, que também contará com um novo anfiteatro, será um dos primeiros prédios públicos brasileiros com estrutura de madeira laminada colada – material no qual o IAU é referência. “Tentamos fazer uma arquitetura bastante compreensiva daquilo que já existe e também preservar espaços que consideramos muito importantes no IAU. A arquitetura tem que ser sensível a isso”, conta Catherine Otondo, arquiteta responsável pelo projeto.

Nos últimos dias todas as atenções em torno do aquecimento global e mudanças climáticas estão voltadas para o Egito. O país recebe de 06 a 18 de novembro a 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27). O setor de florestas plantadas está com importantes representantes, já que tem parcela significativa na diminuição dos índices do efeito estufa.  

No dia 9, a gerente de sustentabilidade da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Renata Nishio, esteve com representantes da Australian Forest Products Association (AFPA) para alinhar detalhes da organização do evento paralelo “O papel das florestas plantadas certificadas para manter a meta de 1,5°C”. No quarto dia de COP, autoridades de diversos países compartilharam visões e experiências sobre os desafios e oportunidades do financiamento climático.

Também estão no Egito, Cristiano Teixeira e Francisco Razzolini, respectivamente diretor-geral e diretor de Tecnologia Industrial, Inovação, Sustentabilidade e Projetos da Klabin. A empresa integra o Business Leaders, grupo responsável por difundir a economia de baixo carbono. “Há a expectativa de que essa seja a COP da implementação, onde as promessas poderão ser transformadas em progressos, e vamos acompanhar de perto as negociações, cientes do importante papel que temos de disseminar a importância do combate às mudanças climáticas, e como podemos contribuir nessa frente, entre as lideranças do setor privado”, afirmou Cristiano Teixeira, que é também Embaixador pelo Clima (ODS 13) pela Rede Brasil do Pacto Global da ONU.